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Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Bem-vindo(a)

Hoje tudo o que eu queria
era a tua visita.
Não sei porquê mas fazia-me bem
que me deixasses uma mensagem.
Se não gostares do
meu cantinho diz.
Podes ficar descansado(a)
que não vou ralhar contigo.
Para quem não sabe
e me visita pela primeira vez
este é um espaço de
um Açoriano da ilha Terceira.
Aqui vou falando
da minha terra
e das minhas ideias e ideais
.Obrigado por me visitares

Onde Anda O Bom Dia Açores ?

11.11.07, ilhas

 

Tinha por hábito, pela manhã, antes de seguir para o trabalho, abrir a televisão e ficar a apreciar o programa de Pedro Moura, Bom Dia Açores. Agora cada vez que sintonizo , a essa hora a RTP/A,  deparo-me com a retransmissão do canal Euro News ... Eu pensava que o senhor Bicudo vinha das Américas para modernizar e impulsionar a programação regional, em vez disso cinge-se a cortar o que de bom tínhamos ... Será isso só para economizar ou terá outras razões?

Penso que o Bom Dia era feito com muito poucos recursos, quer humanos ou financeiros. As vezes em que entrevi no programa, nos estúdios de Angra, não vi senão à minha frente uma câmara estática e um técnico na sala ao lado que controlava as entradas no directo. Acredito que o cenário em Ponta Delgada não seria muito diferente...

O Bom dia, era dos poucos programas açorianos que nos fazia parar em frente ao televisor. Era um programa que chegava onde mais nada nem ninguém o fazia, procurando o viver e sentir de todas as ilhas. Penso que era o Bom Dia que nos fazia sentir unidos como ilhas irmãs. O Pedro Moura com o seu ar bonacheirão que nos dava os bons dias e até a Tia Maria do Nordeste , de quem não sou muito apreciador, me fazem falta e acredito que  amuitos Açorianos...

Onde anda O Bom Dia ? O senhor Bicudo anda tão adormecido que não vê que com atitudes destas está a dar cabo das poucas coisas boas que ainda nos restam? Ou vamos voltar aquela época em que só se fazia noticia com os acontecimentos da ilha de S. Miguel ?

Turlu - Um Poema da Rosa Dias

10.11.07, ilhas

Simples homenagem a

          "Turlu ”

 “Poetisa Açoriana ”

 

 

“S. Mateus” teu berço

  soprado p’la brisa!

     quase que te conheço

         "Turlu” poetisa

 

As almas gigantes

    com dons superiores!

         rompem horizontes

             em terras maiores.

 

América sonhada

   quiseste abraçar!

      depois de enlaçada

          não te deixou voltar.

 

Mas deixaste p’rá  história

    “Poesia de primeira”

            Turlu ”, tu és glória

                 da “Ilha Terceira” .

              

             Poetisa popular

           Rosa Guerreiro Dias

Nota: O que me espanta neste poema é que se calhar a minha amiga Rosa nunca terá ouvido falar da Turlu . Esta bela homenagem superou todas as expectativas . Venham mais! Vamos continuar a homenagear esta cantadeira popular que tanto deu em favor das rimas nesta ilha!

Rosa Dias - Homenageou os homens da Terceira

07.11.07, ilhas

Homenagem  aos  Homens  da  Terceira

  

Ilha de farta pastagem

onde a malhada, é a Rainha

magnificando a paisagem

da “Terceira” princezinha

 

Sente-se o homem orgulhoso

de sua palavra altruísta

dum “Pessanha” glorioso

dum Dom Henrique optimista 

 

Ilhéu de rosto sereno

p’las aragens endurecido

sonhando desde pequeno

voltar ao trono perdido

 

Corre-lhe na veia a herança

que o velho Minho lhe deu

o “Douro”, está na lembrança

deste homem tornado ilhéu

 

Sorri o Alentejo orgulhoso

p’la pronúncia registada

dela fez um marco honroso

nesta “Ilha” abençoada

  

A mistura está na história

sem um precedente igual

mostrando ao mundo a glória

dos filhos de Portugal

 

Dessa massa ainda lá estão

os homens de rosto decente

dando a mão com o coração

ao irmão do continente

 

No abraço fraternal

está o elo da  ligação

são homens de Portugal

filhos da mesma Nação

 

O sangue percorre a veia

em amigos sem idade

rende-se o amor à teia

abre-se a porta à saudade

 

E na hora da despedida

com as vozes embargadas

a celebre frase, é ouvida

“Até amanhã camaradas”

 

                   Rosa Guerreiro Dias                                  7-11-2007

Turlu - No centenário do seu nascimento

05.11.07, ilhas

 

Não vi nos jornais, não ouvi na rádio nem tão pouco a televisão fez qualquer referencia ao assunto. O que é certo é que Maria angelina de Sousa, A Turlu , faria hoje cem anos se ainda estivesse entre nós. Por mim, a efeméride , também passaria despercebida não fosse a Azoriana que hoje destaca no seu blog o assunto. Assim, associo-me a esta data recordando a maior cantadeira  de improviso, de todos os tempos, que fez a delicia da Terceira e da diáspora com a sua maneira muito peculiar de cantar e de responder aos desafios dos seus colegas cantadores.

Nasceu em S. Mateus a 5 de Novembro de 1907 e Faleceu em Toronto Canadá a 5 de Janeiro de 1987.

Desabrochou cedo para o improviso, ainda adolescente, começou a pisar os palcos e terreiros da ilha. Em 1934 ganha a medalha de ouro no Torneio de poesia Popular organizado por Gervásio Lima e que decorreu no teatro Angrense.

O seu maior rival nas cantorias foi o "Charrua" , outra grande figura das cantorias, com quem depois de enviuvar de Francisco Teixeira Borges, veio a Casar.

Turlu cantou na Terceira, Estados Unidos e Canadá,  deixou uma vasta obra que perdura na memória de todos os que a conheceram. Dedicou-se  ao Carnaval Terceirense, sendo autora de vários enredos para as nossas tradicionais danças como por exemplo " O Filho pródigo", Santa Barbara ", "A batalha da Salga", entre muitos outros.

Como já aqui disse, foi pela mão da Azoriana que este Aniversário natalício veio à tona na blogoesfera , já que ao que parece, infelizmente, mais ninguém se lembrou. Por isso, sugiro, que em sua memória, todos nós bloguistas, façamos uma quadra em sua memória. Se quiserem podem-na deixar nos meus comentários que depois farei um post com o que chegar.

Então vamos lá a por a imaginação a trabalhar!

 

Aqui fica o meu contributo

Para a Trulu homenagear

A Terceira ficou de luto

Por ter parado o seu rimar

 

Mas na nossa memória

Teu nome sempre estará

Guardado na linda história

Das cantorias sempre ficará

Principe do Ilhéu visitou o Ideias...

04.11.07, ilhas

 

Ao que parece o post que publiquei recentemente intitulado Principado do Ilhéu, deve ter despertado a curiosidade, quiçá em alguma pesquisa pela net ,  do príncipe do Ilhéu da Pontinha. Este ilhéu que segundo consegui apurar tem uma carga histórica muito grande para a Madeira e os descobrimentos, foi vendido a Renato Barros, um empresário, que na altura pensava por lá instalar uma filial do Faialense Peter Café sport . Agora o príncipe " iniciou uma batalha internacional com vista a ver reconhecida a independência como estado daquele pequeno ilhéu.

Aqui reproduzo um texto em que , penso ser essa a intenção, me convidam a ser cidadão honorário daquele território. Já agora informo os meus leitores de que alterei a formatação do texto de modo a ser melhor perceptível .

 

"Preambulo

Sendo Nação e Estado  duas realidades distintas e inconfundíveis; sendo a Nação uma realidade sociológica, e o conceito de nação subjectivo; Sendo a Nação anterior ao Estado e podendo existir sem ele. Sendo o Estado  uma realidade jurídica, e o conceito de Estado objectivo. Deixemos pois o carvoeiro ser mestre em sua casa.

Assim sendo eu, Renato Barros, portador da Carta Régia emitida em 03 de Outubro de 1903 pelo Rei Dom Carlos Primeiro, sendo proprietário do Forte de São José com todos os privilégios régios que lhe foram implicitamente atribuídos pela compra do Ilhéu da Pontinha, decreta e faz saber que baseado na latitude discricionária e prerrogativas que lhe são de direito, atestando a idoneidade do cidadão, escolhido em consequência da sua maturidade intelectual e espiritual e o desejo do mesmo em usar de toda a sua sabedoria para promover os interesses do Território, confere assim o titulo de cidadão Honorífico (Honoris Causa) do território do Ilhéu da Pontinha a:

 

Deveres:

O cidadão deste território do Ilhéu da Pontinha de ora em avante chamado de São Joseense, reconhece a Igreja católica como uma condição "sine qua non" para usufruir dos direitos e privilégios a ele outorgados por este instrumento.

A perda desta cidadania será por óbito, ou por revogação da entidade outorgante.

A aquisição da cidadania São Joseense é atribuída como um compromisso, num acto de consciência plena em fazer parte integrante da história de uma nova Nação e não apenas um acto administrativo susceptível de proporcionar a aquisição de um conjunto de direitos e deveres.

 

Direitos:

Todos os contidos na Carta Régia, exceptuando-se a propriedade do Território.

Isenção do pagamento de quaisquer impostos ao Estado durante a vigência desta Nacionalidade.

Esta Cidadania entra vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Registrado no Livro dos Fundadores sob o numero 0000 do Território da Pontinha publicado na data aqui afixada.

Forte de São José, dia 13 de Maio do Ano da Graça de 2007

                                         Anno a Christo Natto, MMVII"

      

 

In Desambientado

03.11.07, ilhas
Acabei de ler o poema do Desambientado que abaixo se reproduz ,e que na minha opinião é lindíssimo , e o mesmo inspirou-me para o poema que logo de seguida se publica :
"O mundo é um livro aberto,
Descoberto,
Numa burilada leitura,
Estampado,
Numa intrincada gravura,
Lido, relido e pensado decerto:
Pelo poeta, pintor,
Filósofo, sonhador,
Cientista, escultor,
Ou um sábio escritor.

 A grafia pouco interessa,
A língua ou o dialecto,
Da obra impressa.
Leia-se com intelecção,
Ou com o coração.
Estude-se o objecto,
Num contexto concreto,
Veja-se se o seu trajecto,
Tem o movimento correcto.
Adicione-se-lhe afecto,
E faça-se um projecto,
Para outra leitura do mundo,
Em cada segundo.
Espantemo-nos com cada página,
Com o que o mundo nos ensina,
E ver-se-á quem domina,
A leitura do mundo,
Nesse livro aberto,
Profundo e fecundo,
De andar vagabundo,
Ou de rumo incerto.
Félix Rodrigues
Qual é a tua leitura do mundo?"

Se eu quisesse

Pudesse ou soubesse ler o mundo

Teria de comprar óculos

Com alta graduação

Para poder ler

As letrinhas que se escondem

Miudinhas num cantinho

Para passar despercebidas

 

Se eu soubesse ler o mundo

Teria de o saber reescrever

Abrir o coração a cada letra

Por uma pitada de amor

Em cada frase, paragrafo

Capitulo…

 

Se eu pudesse ler o mundo

Abriria as portas de par em par

Para que não haja azar

E todos os escritores e poetas

Pela alma me pudessem entrar.

 

Se eu quisesse ler o mundo

Teria de o saber interpretar

Ter cuidado para o sonho

Fazer continuar… Sem o matar!

 

E agora que leitura faço?

Diariamente viro uma página

À vida e àquele livro

Que fiel companheiro

À mesinha de cabeceira

Me ajuda a adormecer

Boa noite!

 

Tanto para se ler e reler

Nas entrelinhas do mundo…  

 

LN em 3 de Novembro de 2007 

Um agradecimento da Rosa Dias

03.11.07, ilhas

Voluntárias           em        “Porto Judeu”

“Ilha Terceira” 

 

Voluntárias, o nome o diz

                   Dando um pouco do que é seu

                   Mulheres de rosto feliz

                   Filhas dum “Porto Judeu”

 

                   Maria do Carmo, Ludovina

                   Fátima Pires, Conceição

                   Rosa Aguiar, Filomena

                   Voluntárias por paixão

 

                   Elsa Leonardo, Nivérinha

                   Fátima Silveira, prontidão

                   Lurdes Evangelho, Carlinha

                   Alvarina , sempre à mão

 

                   Entre Rosas, de brandura

                   E as Marias da alegria

                   Estavam Fátimas , de ternura

                   Filomena, simpatia

 

                   Mulheres de braços abertos

Prontinhas a dar a mão

E na emoção dos afectos

Dão a voz em oração

Os nomes não sei dizer

Das cozinheiras de mão cheia

Que repartiam com prazer

“Pequeno almoço” Almoço” e “Ceia”

 

“Ilha” de tantas Marias

Cada qual mais linda flor

Despertadas com as maresias

Perfumadas só de amor

 

Continuem vão em frente

Dando a palavra, atenção

Ajudando toda a gente

Sem olhar a condição

 

Mais grata a”Deus” vou ficar

Por descobrir nessa “Ilha”

Uma outra forma de dar

Outro jeito de partilha.

 

              Rosa Guerreiro Dias

                                   2-11-2007

Tudo o que tenho recebido por email que diga respeito ao grupo Alma Alentejana, tenho vindo a publicar neste canto e dado o respectivo destaque, o que na minha opinião é o mínimo que posso fazer por estas pessoas que durante oito dias nos maravilharam com a sua constante alegria. Mostrando que Açores e Alentejo não têm fim!

Os melhores do mundo!

02.11.07, ilhas

(foto da minha autoria - captada domingo ultimo na Zona da lagoa das Patas)

 

O destino Açores é o segundo no ranking da National Geographic Traveler, tendo apanhado uma classificação de 84 valores, na votação que mais de quinhentos especialistas em turismo realizaram recentemente e que projecta o nome e destino Açores nas bocas do mundo.

Eu, que sempre amei a minha terra, nunca tive dúvidas acerca dos atributos que nos concedem para tal honrosa distinção. Só espero que tantas menções ao nome das nossas ilhas não faça despoletar uma avalanche de turistas em massa o que seria muito prejudicial para o nosso pacato meio de vida. Concordo com o turismo como factor de desenvolvimento, mas que seja de qualidade e não em quantidade.

 

Aqui fica a lista das seis ilhas mais votadas:

 

87     Faroe Islands , Denmark
84     Azores , Portugal
82     Lofoten , Norway
82     Shetland Islands , Scotland
82     Chiloé, Chile
81     Isle of Skye , Scotland

 

Para  poder ter acesso à noticia siga o link  

 

E depois disto alguem tem dúvidas das nossas capacidades?

Na despedida da Rosa Dias - Alma Alentejana

02.11.07, ilhas

Palavras poéticas e repentistas

da poetisa,

Rosa Dias, na festa de jantar

de despedida do dia

19-10-2007 em

” Porto Judeu”

  

Porto Judeu, da Terceira;

vou-te deixar, vou partir

sem encontrar a maneira

de te deixar a sorrir

 

  Eu choro, ficas chorando

    da partida  dolorosa

lembrar-te-ei quando em quando

e tu, nunca esqueças esta “Rosa”!

 

 

                Rosa Guerreiro Dias

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