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Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Bem-vindo(a)

Hoje tudo o que eu queria
era a tua visita.
Não sei porquê mas fazia-me bem
que me deixasses uma mensagem.
Se não gostares do
meu cantinho diz.
Podes ficar descansado(a)
que não vou ralhar contigo.
Para quem não sabe
e me visita pela primeira vez
este é um espaço de
um Açoriano da ilha Terceira.
Aqui vou falando
da minha terra
e das minhas ideias e ideais
.Obrigado por me visitares

É Linda a Amizade

16.11.07, ilhas

O amigo Luís Moisão enviou-me este belo texto que com muito gosto divulgo: 

"Confraternização

Pela fraternidade! Obrigado amigos  Açorianos !

 

         O vento, fustigando árvores, movimentando nuvens, saneia o ambiente da poluição atmosférica.

         O Sol, no seu calor criador, revigora, dando vitalidade aos corpos debilitados. E tudo, tudo no seu encadeamento cumpre o fim para que foi criado. Só o homem, a quem o raciocínio confere o dom de discernir, de agir, de saber, tacteia ainda – procurando, duvidoso, qual o caminho mais certo que deve seguir.

         Todavia, toda a manifestação da Natureza nos indica que é da coesão que nasce a harmonia e desta a tão desejada paz. E cada um sente que é verdadeiramente assim! E se auscultarmos um por um, em todos sentiremos esse anseio como sendo o mais ambicionado do homem. Mas…cada qual aguarda pela manifestação do outro…

         E nenhum tem coragem para dar o primeiro passo !

         O homem é, por natureza, um «ser sociável», mas «sociabilidade» e «fraternidade» têm sentidos diversos. Se um termo significa «conviver», o outro significa «amar». Assim, não fugindo aos ambientes onde satisfaça a necessidade premente de «sociabilizar» com os outros, pode não se estar vibrando do «espírito de fraternidade» que deles nos torna «irmãos».

         Os ambientes divergem e o homem em sociedade deixa-se arrastar facilmente pelo meio ambiente onde vive e, ao invés de criar ambiente próprio, onde afinize o seu espírito, envolve-se, quase sem dar por isso, na corrupção de todos os defeitos que a alma, na sua ascese, repudia.

         Razão por que muitos não exteriorizam as riquezas fraternistas que seus corações albergam, receosos, sempre, de não virem a ser bem sucedidos e a não serem compreendidos ! No entanto, esperam sempre os momentos de pôr em evidência as riquezas subtis da alma. Não fazem alarde das suas ideias, mas esperam sempre momentos de praticar os sublimes sentimentos fraternistas, sempre latentes em seus corações.

         E quando uma alma espiritualizada encontra outra com quem se afiniza, vibra de satisfação e de prazer, porque verifica não estar só neste mundo, e mais prazer sente ainda, quando encontra ambientes formados por indivíduos que pensam, que sentem e que vibram em sintonia consigo mesmos.

         Há, por isso, necessidade de formar esses ambientes espiritualizados, neste infeliz mundo onde arrastamos o pesado fardo da existência.

         Dizem-nos que ainda é cedo para que a humanidade compreenda e sinta o verdadeiro sentido da Fraternidade (embora  sentida já por um número ainda muito restrito); e se nos é dado compreender algo de mais elevado procuremos nós confraternizar com os outros se eles, por enquanto, não quiserem confraternizar connosco.

 

         Somos vasos onde é depositada a verdade pura e cristalina e, por isso, teremos maior responsabilidade se a escondermos.

         Poucos dias separam a escrita destas linhas dos belos momentos, «únicos», de alegria e confraternização vividos com o Povo da Ilha Terceira, nos Açores. Dessas fagueiras palavras de conforto e de esperança que se trocaram! Desses momentos espirituais que nos envolveram naqueles ambientes elevados !

         Que saudades, contudo, sentimos já desse convívio fraternal amistoso!

         Que saudades sentimos já desse Povo amigo, que nos encheu a alma e nos deixou desde já «devedores» de uma «dívida» que não sabemos como vir a resgatar !

         Pela Fraternidade. Obrigado, Porto Judeu, Porto Martins e outros «portos» da Ilha Terceira, que de forma tão carinhosa nos acolheram durante os dez maravilhosos dias de Outubro passado !  Obrigado ainda e principalmente, por esta bela lição de Fraternidade, que nunca iremos esquecer. Bem hajam!"

 

"Nota: esta missiva é da inteira responsabilidade do «autor», abaixo identificado, ainda que comungada pela maioria de todos os que tiveram a felicidade de participar nesta maravilhosa deslocação à Ilha Terceira

 

Luis Moisão"

 

2007-11-15

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