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Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Ideias e Ideais

... Sou das Ilhas de Bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra...

Bem-vindo(a)

Hoje tudo o que eu queria
era a tua visita.
Não sei porquê mas fazia-me bem
que me deixasses uma mensagem.
Se não gostares do
meu cantinho diz.
Podes ficar descansado(a)
que não vou ralhar contigo.
Para quem não sabe
e me visita pela primeira vez
este é um espaço de
um Açoriano da ilha Terceira.
Aqui vou falando
da minha terra
e das minhas ideias e ideais
.Obrigado por me visitares

Porto Judeu - I

11.06.07, ilhas

     Ontem, pela primeira vez, a freguesia de Porto Judeu celebrou o seu dia. Do programa das celebrações já aqui se falou. Aqui, durante alguns dias, para não ser muito maçador, publicarei, na integra , a comunicação que efectuei alusiva ao assunto. Espero que gostem e que vos ajude a perceber um pouco da origem desta freguesia da ilha Terceira nos Açores:

 

    Esta freguesia bem conhecida em toda a ilha, pelos Açores e até além fronteiras, por vários motivos, desde a sua história mais antiga à actualidade, e até por este nome bem inédito, à sua cultura, desporto, gastronomia e até pelas suas gentes acolhedoras e simples bem merece que se conte, celebre  e  registe os factos que a fazem e fizeram pulsar.

     Pois é, esta não é a história de Porto Judeu, até porque não sou historiador, este é um pequeno contributo, neste 1º dia em que se celebra a freguesia, de quem ama muito a sua terra e a quer ajudar a seguir em frente. Tomando maior significado por calhar no dia maior do portuguesismo:

- O Dia de Portugal, de Camões e das comunidades

 Foi por isso que com muito orgulho aceitei o convite do digníssimo presidente da Junta de Freguesia, senhor João Tavares, para fazer aqui uma pequena e muito modesta resenha/apresentação, no contexto histórico, sobre a nossa freguesia.

 

O Nome

 

        Muitas pessoas, por vezes, perguntam a origem deste nome “Porto Judeu”, que não deixa de ser curiosa. Devido à adversidade que na época das descobertas se nutria contra o povo Hebreu, duas versões se contam:

        A primeira conta-nos que no dia em que o primeiro capitão do donatário, o donatário das ilhas era o todo poderoso Infante D. Henrique, da Ilha de Jesus Cristo, como então se chamava a Ilha, Jácome de Bruges, aqui aportou, o mar estava muito revolto e a pequena enseada de muito mau acesso. Porque como atrás foi descrito, os Hebraicos não eram muito bem quistos e tudo o que era mau era Judeu, ou seja este povo era considerado uma espécie de praga dai terem baptizado o porto assim.  

       A segunda versão diz que a designação se deve ao facto de ter vindo juntamente com esta expediçã, e portanto quiçá para ajudar a povoar a ilha, um judeu. Aproximando-se a embarcação da ilha, vieram dar com este pequeno porto. Mas no momento de desembarcar um temor aproximou-se de todos e o capitão do donatário querendo arranjar um “bode expiatório” terá encetado o seguinte diálogo:

Donatário: “ Salta Judeu, se não salto eu!”

Hebraico: “ Salto e o Porto será meu”

        O mais provável é nenhuma destas versões ser verídica mas são as que conhecemos. A que mais se afigura aceitável será a primeira, não o digo por falar que os primeiros povoadores, incluindo Jácome de Bruges virem desembarcar neste porto, pois muitos historiadores têm vindo a refutar tal ideia. Os navegadores, tinham por hábito escolher lugares onde houvesse água doce para se poderem abastecer e nesta zona o Pesqueiro dos Meninos com a Ribeira de Frei João poderia ser o local mais provável, muita gente vai defendo a freguesia das Quatro Ribeiras, como primeiro local de desembarque, onde existem muitas cascatas de água límpida que vão desaguar ao mar. Não quero desmentir as ideias ou investigações de ninguém apenas afirmar que sim acredito que este nome se deve ao Porto mau que sempre tivemos. Saibam que foi já no século XX que melhores acessos se criaram. O melhor caminho que havia, até à construção da rampa que  o liga à rua com o mesmo nome,  era por um estreito carreiro talhado na rocha e que tem aceso pelo Refugo, este caminho, depois de muitas décadas ao abandono foi arranjado, e bem, constituindo actualmente uma boa entrada no Porto.

(Continua...)

 

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